segunda-feira, 23 de novembro de 2009

joss stone

joss stone

Janis Joplin assombrou o mundo ao arrancar das entranhas ‘Summertime’ do russo Jacob Gershovitz, aliás, George Gershwin, com sua voz comparada às das maiores cantoras negras do blues. Aliás, ‘Summertime’ baseada em uma canção de ninar ucraniana, não foi composta para Janis Joplin e sim para a ópera ‘Porgy and Bess’ de 1935. Em 2003 foi a vez da inglesinha branca de 16 anos Joss Stone de nos encher de assombro ao cantar como se fosse negra nascida no delta do Mississippi. Considerada fenômeno do soul a cantora inglesa que nasceu em Dover, Kent, Inglaterra e passou a sua adolescência na vila de Ashill, Devon, antes de atingir a idade de 19 anos vendeu milhões de álbuns, foi indicada para quatro Grammys, dividiu o palco com lendas como James Brown, Rolling Stones, Stevie Wonder, Elton John e Donna Summer, foi entrevistada por Oprah Winfrey e estrelou duas campanhas publicitárias. Eclética no repertório, ela vai da soul music ao blues, com muito balanço e tem sido apontada como a mais jovem estrela na tradição musical da Motown, a gravadora das ‘Supremes’ e de ‘Marvin Gaye’. O que mais surpreende os críticos é como uma inglesinha branca nascida em uma cidadezinha pode ter voz, ritmo e experiência para cantar a música negra americana, do soul ao blues?

joss stoneJoss Stone cresceu escutando uma grande variedade de gêneros musicais, incluindo R&B e soul music cantados por artistas como Dusty Springfield e Aretha Franklin. Interpretando a música de Donna Summer ‘On the Radio’ optou pela soul music principalmente por causa dos vocais que exigia. Em 2002, saiu da Inglaterra para uma audição em Nova York com Steve Greenberg, o chefe do setor executivo de uma grande gravadora. Após assinar um contrato foi para Miami para começar a trabalhar no seu primeiro álbum ‘The Soul Sessions’ lançado em 2003. O álbum consiste em covers de soul music pouco conhecidas de Wright, Franklin, Laura Lee e Bettye Swann e alcançou as paradas da Inglaterra e EUA. Após conseguir aclamação crítica, Stone gravou em 2004 o seu segundo álbum ‘Mind, Body & Soul’, dessa vez composto de músicas originais e foi um sucesso ainda maior que seu antecessor. Em 2005, Stone foi indicada a três ‘Brit Awards’, dos quais ganhou dois e também foi indicada a três ‘Grammy Awards’ onde ela cantou descalça no palco com a cantora Melissa Etheridge, em tributo à Janis Joplin, além de emprestar seus talentos vocais à trilha sonora do filme ‘Fantastic Four: The Rise of the Silver Surfer’.

joss stoneO terceiro álbum ‘Introducing Joss Stone’ de 2007 é diferente dos outros por ter um estilo mais pop e soul contemporâneo. Para a divulgação Joss abandonou os cabelos louros, do início da carreira, e o ar de menininha por uma pose mais agressiva, corpo tatuado e cabelos tingidos de vermelho e ondulados. Hoje camaleônica Joss Stone desfila de cabelos negros e alisados. O mais recente disco ‘Colour Me Free’, contou com importantes colaborações, dentre elas a de Jeff Beck em ‘Parallel Lines’. A bonita balada ‘4 and 20’ lembra as ‘girls groups’ dos anos 60. ‘Big Ol’ Game’ vem na mesma linha com vocal de Saadiq. Em tom de protesto político, ‘Governmentalist’ tem rap na voz de Nas. E não faltou o blues com o cover 'I Believe It to My Soul’, de Ray Charles e acompanhada pelo saxofonista David Sanborn. Assim que lançado, o álbum entrou para o top 10 de vendas nos Estados Unidos. Além de ter editado o novo álbum, Joss estreou como atriz na série norte-americana, ‘The Tudors’, onde interpreta o papel de Ana de Cleves, a quarta mulher de Henrique VIII. Joss também encanta com suas atitudes altruístas, como por exemplo, a mensagem que deixou no seu website conclamando algum fã para adotar um cachorro chamado Gogo, que ela recolheu das ruas em Los Angeles. ‘Ele tem por volta de 3 anos, é um adorável garoto, e precisa de um lar’, escreveu.

joss stone - I believe it to my soul
(with david sanborn)




Joss Stone - The Soul Sessions (2003)

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The Soul Sessions (2003)


Tracklist
01. The Chokin' Kind
02. Super Duper Love
03. Fell In Love With A Boy
04. Victim Of A Foolish Heart
05. Dirty Man
06. Some Kind Of Wonderful
07. I've Fallen In Love With You
08. I Had A Dream
09. All The King's Horses
10. For The Love Of You

Joss Stone - Mind, Body & Soul (2004)

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Mind, Body & Soul (2004)


Tracklist
01. Right to Be Wrong
02. Jet Lag
03. You had me
04. Spoiled
05. Don't Cha Wanna Ride
06. Less Is More
07. Security
08. Young at Heart
09. Snakes and Ladders
10. Understand
11. Don't Know How
12. Torn and Tattered
13. Killing Time
14. Sleep Like a Child
15. Daniel

Joss Stone - Introducing Joss Stone (2007)

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Introducing Joss Stone (2007)


Tracklist
01. Change (Vinnie Jones Intro)
02. Girl They Won't Believe It
03. Headturner
04. Tell Me `Bout It
05. Tell Me What We're Gonna Do Now feat. Common
06. Put Your Hands On Me
07. Music feat. Lauryn Hill
08. Arms Of My Baby
09. Bad Habit
10. Proper Nice
11. Bruised But Not Broken
12. Baby Baby Baby
13. What Were We Thinking
14. Music Outro

Joss Stone - Colour Me Free (2009)

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Colour Me Free (2009)


Tracklist
01. Free Me
02. Could Have Been You
03. Parallel Lines (feat. Jeff Beck & Sheila E.)
04. Lady
05. 4 And 20
06. Big ol Game (feat. Raphael Saadiq)
07. Governmentalist (feat. Nas)
08. Incredible
09. You Got The Love
10. I Believe It To My Soul (feat. David Sanborn)
11. Stalemate (feat. Jamie Hartman)
12. Girlfriend On Demand

domingo, 22 de novembro de 2009

farinelli - il castrato

Carlo Maria Broschi (Farinelli)

Castrato (plural castrati) é um cantor masculino cuja extensão vocal corresponde à das vozes femininas, seja de soprano, mezzo-soprano, ou contralto. E isso somente era possível com uma cirurgia onde eram cortados canais provenientes dos testículos. Essa prática teve início com o surgimento da necessidade de vozes agudas nos coros das igrejas da Europa Ocidental, já que a Igreja Católica Romana não aceitava mulheres no coro das igrejas. Os castrati eram muito populares e, sobretudo, reputados artistas da ópera italiana. Castrados antes da puberdade mantinham cordas vocais pequenas que lhes possibilitavam alcançar os timbres mais altos. Um intenso treinamento conferia à voz de um castrato uma combinação virtuosa de voz masculina emitida por poderosos pulmões adultos, capaz de chegar aos extremos agudos da escala musical. A prática nasceu na Itália do século 17, onde anualmente cerca de 4 mil garotos, em geral de famílias pobres, eram castrados a partir dos oito anos de idade. O procedimento foi banido em 1870, mas o último castrato, Alessandro Moreschi, ainda chegou a gravar em 1902. Poucos castrati chegavam ao sucesso, mas os que o faziam se tornavam as estrelas artísticas de seu tempo, e se comportavam como tal. Os que conseguiam ir além de uma vida relativamente desconhecida como cantores de ópera ou solistas de igreja cobravam cachês astronômicos e tinham legiões de admiradores.

alessandro moreschiO cinema franco-belga-italiano imortalizou o mais famoso castrato do século XVIII: Farinelli (1705 - 1782), como era conhecido Carlo Maria Broschi, o mais popular e bem pago cantor de ópera da Europa, no século XVIII, e que foi castrado quando tinha apenas 10 anos de idade. Em 1994, foi lançado o filme ‘Farinelli - Il Castrato’, dirigido por Gerard Corbiau. O filme focaliza a vida do mítico cantor italiano que iniciou sua carreira ao lado do irmão, o pianista Riccardo Broschi, e que na fase adulta conquistou uma voz inigualável, jamais alcançada por outro cantor de ópera; especula-se que Farinelli cantava até 250 notas mantendo o mesmo fôlego. Aluno de Nicola Porpora ganhou muito prestígio em toda a Europa. Aparece como um galã, de olhar triste e solitário, que encerrou a carreira como cantor exclusivo do rei Felipe V da Espanha, que o contratou porque seu canto era a única coisa que o tirava da depressão.

O filme não trata apenas da glória, fama e riqueza. Mostra também um universo barroco de sofrimento, desprezo e expiação. Farinelli podia ser comparado a um semideus pela voz angelical de soprano, mas ainda assim era tão humano quanto qualquer um, com falhas e fraquezas. O cineasta belga não se limita apenas a relatar a história de Farinelli, mas também cria inúmeras controvérsias sobre o passado pouco conhecido do cantor. O filme mostra também como Farinelli, embora plebeu, foi revolucionário, fazendo a nobreza inclinar-se diante de si; e depois o desprezo dessa mesma nobreza aos cantores castrati que ao perderem força junto a arte européia passaram a ser vistos como meio homens na ótica social da época. A produção utiliza-se, como trilha sonora, de temas musicais de compositores barrocos como Riccardo Broschi, irmão de Farinelli, Johann Adolf Hasse, Giovanni Battista Pergoli, Nicola Antonio Porpora e o mais emblemático de todos, Georg Friedrich Händel, que quase vai à falência devido ao que vive com Farinelli quando este rouba o público de seu teatro para o do concorrente.

farinelli - son qual nave ch'agitata




soundtrack - Farinelli - Il Castrato (1995)

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Farinelli - Il Castrato (1995)


Tracklist
01. Son qual nave ch'agitata (Riccardo Broschi)
02. Alto giove (Nicola Porpora)
03. Se al labbro mio non credi (Riccardo Broschi)
04. Ombra fedele anch'io (Riccardo Broschi)
05. Artaserse (Johann-Adolf Hasse)
06. Lascia ch'io pianga (Georg-Friedrich Haendel)
07. Cara Sposa (Georg-Friedrich Haendel)
08. Rinaldo (Georg-Friedrich Haendel)
09. Generoso risuegliati o coro (Johann-Adolf Hasse)
10. Salve Regina (Giovanni-Battista Pergolese)
11. Alto Giove (Nicola Porpora)

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

kin ping meh

kin ping meh

Não, ‘Kin Ping Meh’ não é uma banda chinesa, é alemã e embora seja rotulada como krautrock é uma banda de rock progressivo e hard rock formada em 1970 em Manheim, cujo embrião era o grupo escolar ‘Thunderbirds’ e tinha Werner Stephan nos vocais; Joachim Schafer na guitarra, piano e vocais; Fritz Schmitt no órgão e piano; Torsten Herzog no baixo e Kalle Weber na bateria. O gênero krautrock deriva da palavra krauts (chucrute) que era um termo depreciativo usado para os soldados alemães na Segunda Guerra Mundial, e foi criação de John Peel, apresentador de destaque de uma estação de rádio britânico em 1968, que o utilizava para designar as bandas de rock da Alemanha Ocidental que se destacavam internacionalmente.

O nome ‘Kin Ping Meh’, que significa ‘um ramo de flor de ameixa em um vaso de ouro’ foi retirado de um romance chinês do século 16 que retrata a vida e os costumes da época e os integrantes tinham como modelo as bandas inglesas ‘Deep Purple’, ‘Uriah Heep’ e ‘Spooky Tooth’. Em 1970, deram o primeiro concerto e nos meses seguintes participaram de sete concursos importantes. Foram descobertos pelos caçadores de talentos da ‘Polydor’ em 1971, e antes da gravação do primeiro álbum Joachim Schafer, que deixou a banda, foi prontamente substituído por Willie Wagner. O ano de 1972 foi um ano muito bom para ‘Kin Ping Meh’, participaram de um musical anti-drogas, compuseram a trilha sonora para um seriado, abriram os Jogos Olímpicos de Vela de Kiel, saíram em turnê com Rory Gallagher e lançaram o segundo álbum ‘Nº 2' que conta com um cover dos Beatles: Come Together. Mas o grupo pagou um alto preço por estar constantemente na estrada: Willie Wagner, Werner Stephan e Torsten Herzog saíram para serem substituídos por Gerhard ‘Gagey’ Mrozeck, Uli Gross, o baixista britânico Alan Joe Wroe e seu conterrâneo Geff Harrison. Com essa formação gravaram ‘Kin Ping Meh 3’ que contou com um coro feminino.

kin ping meh - Kalle WeberE foi principalmente por causa do vocalista Geff Harrison que a banda desenvolveu uma imagem de hard rock e apareceu em alguns programas de televisão com ‘Deep Purple’ e ‘Slade’. O quarto álbum ‘Virtues & Sins’ recebeu comparações com os ‘Rolling Stones’ e ‘Spooky Tooth’. Em 1976 lançaram ‘Concrete’, um álbum ao vivo. Após o término do contrato com a gravadora, Geff Harrison e Alan Joe Wroe deixaram a banda, os outros integrantes ainda tentaram um novo começo, mas foram incapazes de continuar a história de sucesso, principalmente por causa do fraco desempenho vocal. No verão de 1977, a banda finalmente foi extinta. Em novembro de 1982 aconteceu um show revival de ‘Kin Ping Meh’ na Universidade de Berlim, mas o grupo era constituído principalmente por membros da banda de Geff Harrison, Gerhard Mrozeck e Kalle Weber não participaram. Kalle Weber, da formação original da banda, morreu de um ataque cardíaco em 1995.

kin ping meh - fairy tales




Kin Ping Meh - Kin Ping Meh (1971)

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Kin Ping Meh (1971)


Tracklist
01. Fairy Tales
02. Sometime
03. Don't You Know
04. Too Many People (Live)
05. Drugsen's Trip
06. My Dove
07. Everything
08. My Future
09. Everything's My Way
10. Woman
11. Every Day
12. Alexandra
13. Too Many People

Kin Ping Meh - Nº 2 (1972)

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Kin Ping Meh Nº 2 (1972)


Tracklist
01. Come Down To The Riverside
02. Don't Forget Your Horse
03. Come Together
04. Together Jam
05. Livable Ways
06. Day Dreams
07. Very Long Ago
08. I Wonna Be Lazy
09. Sometime
10. Sunday Morning Eve

Kin Ping Meh - Kin Ping Meh 3 (1973)

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Kin Ping Meh 3 (1973)


Tracklist
01. Come On In
02. Random
03. Love Is The Day
04. Rock Is The Way
05. Circus
06. Mrs. Holmes

Kin Ping Meh - Virtues & Sins (1974)

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Virtues & Sins (1974)


Tracklist
01. Good Time Gracie
02. Your're A Liar
03. Night-Time Glider
04. When Summer's Gone
05. Whisky Flyer
06. Rich Kid Blues
07. Living Your Lies
08. Virtue And Sins

Kin Ping Meh – Concrete (1976)

Concrete (1976)

download:
CD 1    CD 2

CD 1
01. Light Entertainment
02. Come Together
03. Too Many People
04. Me and I
05. I Want to Die A Millionaire
06. Night-Time Glider
07. East Winds

CD 2
01. High Time Whiskey Flyer
02. Blue Horizon
03. Dancing in the Street
04. Don't Force Your Horse
05. Good Time Gracie
06. Rock Is the Way

Kin Ping Meh - Fairy Tales and Cryptic Chapters (1998)

Line-up :
* Kalle Weber / drums, percussion
* Joachim Schafer / piano, guitar, vocals
* Frieder Schmitt / organ, piano, electric piano, mellotron 400, vocals
* Willie Wagner / guitars, mouth organ, vocals
* Werner Stephan / lead vocals, acoustic guitar, percussion
* Torsten Herzog / bass, vocals

Fairy Tales and Cryptic Chapters (1998)

download:
CD 1

download: CD 2
parte I    parte II

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CD 3    CD 4

CD 1 (Take Five Dreams Until Kissing Time)
01. Fantasy I
02. I Love You More Than You'll Ever Know
03. Something
04. You've Made Me So Very Happy
05. Light My Fire (Doors)
06. Spinning Wheel
07. My Future
08. Too Many People
09. Haze
10. In A Better Way
11. Old Man From Peru
12. Woman (Live)
13. Organ Intro
14. My Dove
15. Fairy Tales
16. Fantasy II

CD 2 (Live Lessons At Bier's Dancing School)
01. I Believe, that I'm a Winner
02. Help
03. Forget It, I Got It
04. Everyday (Live)
05. Don't You Know (Live)
06. I'm a Man (Live)
07. Progressive Blues Jam
08. Everything's My Way
09. Child in Time
10. Alexandra (Live)
11. Salty Dog
12. Happy Song
13. Killing Time

CD 3 (Sometime Beside Drugson's Trip)
01. Good Morning Kin Ping Meh
02. Everything's My Way (Live)
03. Everything's My Way (Alternate Instrumental)
04. My Future (Alternate Instrumental)
05. Too Many People (Alternate Instrumental)
06. Theme From Fairy Tales (Alternate Instrumental)
07. Don't You Know (Alternate Instrumental)
08. Final Blues (Alternate Instrumental)
09. The Ballad Of Drugson's Trip (Live)
10. Sometime (Live 1971)
11. Don't Get Confused (Live Early Fairy Tales)
12. Help (Live)
13. Too Many People
14. Do It Babe (Early Dove Version)
15. Drugson's Trip

CD 4 (Final Cuts From Bier Conventions)
01. Stage Announcements
02. Everything's my Way
03. Haze
04. Witch Craft
05. In a Better Time
06. Salty Dog
07. I'm a Man
08. Child in Time
09. Stage Announcement by Joachim Schafer
10. Everything's My Way
11. Salty Dog
12. Alexandra (Rehearsal for a Musical Called Rausch)

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

gloria gaynor

Gloria Fowles, ficou mais conhecida como 'Gloria Gaynor' por seus sucessos da era disco, com os hits ‘Never can say goodbye’ (1973) e ‘I will survive’ (1979). Nascida em New Jersei, Gloria era cantora da banda de jazz-pop ‘Soul Satisfiers’ nos anos 60. Sua primeira gravação solo de sucesso foi ‘She"ll Be Sorry/Let Me Go Baby’, em 1965. Com ‘Never can say goodbye’, Gloria alcançou o primeiro posto na parada dance da Billboard, sendo a primeira canção do gênero disco a conseguir essa façanha. A letra de ‘I Will Survive’ foi escrita do ponto de vista de uma mulher, recém abandonada, dizendo ao ex-amante que pode se cuidar sozinha, que não precisa mais dele e antes só do que mal acompanhada. A música tornou-se um hino da emancipação feminina, e também dos gays norte-americanos. A canção lhe rendeu um prêmio Grammy e também fez parte de dezenas de trilhas sonoras de filmes, e em 2005, Glória e o hit foram nomeados para o ‘Dance Music Hall of Fame’ em Nova Iorque.

Além dos hits, Glória Gaynor foi a primeira artista a gravar um disco em versão ‘extended’, que são aqueles álbuns produzidos especialmente para as pistas de dança. Neles, todas as músicas estão em seqüência, ou seja, não há intervalo entre elas. Junto com Donna Summer, Glória ajudou a tornar a Disco Music uma febre mundial. Foi condecorada como ‘lenda’ pela ‘World Music Awards’, participou do musical ‘Smokey Joe’s Café’ da Broadway, e ainda estrelou episódios de algumas séries muito populares como ‘That’s 70’s Show’ e ‘Ally McBeal’. Seus discos, ainda hoje, são uma maratona de dança muito tocados nas pistas de todo o mundo. Aos 57, famosa e ícone gay nos anos 70, agora é evangélica e canta gospel. O retrocesso e a arrogância foram inevitáveis. Perguntada em entrevista para uma rádio britânica se condenava a homossexualidade, a cantora se negou a revelar o que pensa sobre o assunto limitando-se a dizer que quer levar os gays para a ‘verdade’.

gloria gaynor - the heat is on




Gloria Gaynor – I Will Survive The Anthology

I Will Survive: The Anthology (1998)

download: CD 1
parte I    parte II

download: CD 2
parte I    parte II

CD 1
01. I Will Survive
02. Never Can Say Goodbye
03. I Am What I Am
04. Reach Out I’ll Be There
05. Stop In The Name Of Love
06. Can’t Take My Eyes Off You
07. The Heat Is On
08. Feel So Real
09. The Power Of Love
10. What A Wonderful World
11. Top Shelf
12. The Reason For The Season
13. (If You Want) Do It Yourself
14. Mama San

CD 2
01. I Want To Know What Love Is
02. Broken Wings
03. Careless Whisper
04. Feelings
05. Suddenly
06. He’s Out Of My Life
07. Every Breath You Take
08. Everytime You Go Away
09. The Eye Of The Tiger
10. Everybody Wants To Rule The World
11. How High The Moon
12. Don’t You Dare Call It Love
13. Greatest Hits Medley: I Will Survive/Never Can Say Goodbye/Reach Out I

terça-feira, 17 de novembro de 2009

the cranberries

The Cranberries

Com músicos limitados e uma vocalista excepcional, Dolores O'Riordan, cuja voz foi fundamental para o sucesso da banda, ‘The Cranberries’ surgiu na Irlanda depois do U2, com o nome ‘Cranberry Saw Us’, criação dos irmãos Hogan, o guitarrista Noel Anthony e o baixista Michael Gerard que se juntaram ao baterista Fergal Patrick Lawler. O nome mudou quando Dolores substituiu Niall, o vocalista original. Dolores para ser aceita teve que participar de um teste para o qual compôs ‘Linger’. Com a formação completa eles começaram a fazer shows e a gravar fitas demo que mandavam para as gravadoras. A primeira era composta por seis canções, todas de autoria de Dolores e Noel, que firmaram uma excelente parceria desde o início. Em 1991, a Island Records fechou um contrato com a banda. Fazendo um pop-rock certinho a banda ficou conhecida já no primeiro álbum ‘Everybody Else is doing it, So Why Can't We?’ de 1993 devido aos hits ‘Linger’ e ‘Dreams’. No ‘Need to Argue’, do ano seguinte, conseguiu outro sucesso, ‘Zombie’, sucesso entre os fãs e a mídia especializada. O clipe da música ganhou o ‘MTV Video Music Award’, e a banda saiu para turnê mundial.

Em 1995, a banda foi capa da ‘Rolling Stones’. Surgiram rumores de que Dolores iria abandonar os Cranberries para se dedicar a uma carreira a solo. A banda demonstrou que as suspeitas não tinham qualquer fundamento ao editar o seu terceiro álbum de originais, ‘To the Faithful Departed’ em 1996. Somente em 2003, os rumores se confirmaram, depois de tocarem na primeira parte de alguns concertos dos Rolling Stones, Dolores, Noel, Michael e Fergal decidiram apostar nas carreiras solo. O grupo nunca anunciou oficialmente sua separação, mas os músicos não tocavam juntos desde 2003. Depois da fama nos anos 90, e o sumiço do cenário musical os irlandeses retornam aos palcos em 2010. A volta coincide com o lançamento de ‘No Baggage’, novo CD solo de Dolores que compôs e produziu todas as faixas do álbum em parceria com o produtor musical e engenheiro de som Dan Brodbeck.

the cranberries - zombie




The Cranberries – Gold (2008)

Gold (2008)

download:
CD 1    CD 2

CD 1
01. Dreams
02. Sunday
03. Pretty
04. How
05. Not Sorry
06. Linger
07. Liar
08. Zombie
09. Ode to My Family
10. I Can't Be with You
11. Empty
12. Everything I Said
13. Ridiculous Thoughts
14. Dreaming My Dreams
15. Daffodil Lament
16. So Cold in Ireland

CD 2
01. Salvation
02. Free to Decide
03. When You're Gone
04. Hollywood
05. Cordell
06. Animal Instinct
07. Promises
08. You and Me
09. Just My Imagination
10. Never Grow Old
11. Analyse
12. Time Is Ticking Out
13. This Is the Day
14. New New York
15. Stars



selos que recebi

do blog:
as peripécias do mundo